quarta-feira, 27 de maio de 2015

O teu tempo!

Uma coisa que sempre me deu voltas a cabeça, é o tempo. 

Sim tempo.

Durante a nossa vida, entregamos o nosso tempo na escola primária, depois secundária e finalmente na universidade, mas não acaba por aqui. Quando saímos da Universidade parte-se do princípio que devemos entregar o nosso tempo ao nosso trabalho, até quando? Até os últimos dias da nossa vida. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cada macaco no seu galho!!

Quando converso acerca de contas bancárias e digo que tenho mais de 4 contas, noto algo muito engraçado nas pessoas, é como se estivessem a pensar numa das 3 possibilidades:

1- Este gajo é super milionário
2- Este gajo sem dúvida que é chanfrado
3- Pronto, temos aqui um verdadeiro geek de finanças pessoais com esquemas malucos

Óbvio que sou uma mistura das 3, só não irei dizer as percentagens.
Mas para além disso, isto tudo tem uma razão de ser.

Quando eramos pequeninos e mandavam-nos arrumar a casa, nós aprendemos que os talheres ficam na gaveta dos talheres, os pratos no armário dos pratos, a roupa de festa naquele baú no quarto dos cotas, assim só com a autorização deles podíamos usar, ou seja, cada macaco no seu galho.
Daí que eu olho para o dinheiro da mesma forma, existe dinheiro para gastar em lazer, dinheiro para investimentos, emergências, grandes compras, férias, etc.

Tal como aprendi na infância, eu faço o mesmo com o dinheiro, organizo-o de forma separada, isso porque, quando chega a hora de gastar, por exemplo já sei que se precisar de um talher, não vou a gaveta dos pratos, nem ao baú, sei que está na gaveta dos talheres. Ou seja, quando eu preciso de dinheiro para uma emergência, não vou aleatoriamente a uma conta e tiro de lá dinheiro... não, eu vou a conta de emergência e tiro de lá o dinheiro, e também fico a saber quanto tenho para emergências. O mesmo se passa com todas as outras contas.

Isto ajuda-me imenso, porque em todo o momento eu consigo saber quanto tenho disponível, para tudo, ou seja, para lazer, investimento, viagem, etc. E organizo a minha vida de forma que se encaixe nos valores que tenho em conta. 

Para quem está a construir (e não só) isto é de uma utilidade brutal, porque, eu antigamente, conduzia a minha obra da seguinte forma, recebia e gastava quase tudo na obra, sem limites nenhuns, a obra andava mas tudo o resto ficava parado, e não havia controlo nenhum, a obra é que ditava a minha vida.

Quando adoptei este sistema, tudo mudou. Agora tenho uma conta em que guardo lá dinheiro para a obra, e na obra SÓ gasto o valor disponível naquela conta. Se não tenho o valor para cobrir o passo que quero dar, não tenho outra opção senão esperar até o dia que tiver. Eu sei, é muito complicado ver a obra parada, sabendo que noutras secções tens dinheiro que podia cobrir tais custos, só que está errado porque sem dares por ela, vais andar sempre falido/a, e vais usar dinheiro que tinhas destinado para outras coisas, fazendo com que a tua vida gire a volta da obra.



Se tens todo o dinheiro junto, e tens uma emergência na obra, és capaz de gastar muito mais do que devias, e dás cabo da poupança, das tuas férias, daquela TV que querias comprar, enfim, toda tua vida pára. Porém se tens o dinheiro separado, e tens uma emergência, vais para a conta de emergências, e se esta não cobrir, analisas nas outras contas e escolhes o que estás disposto/a a sacrificar, se é a tua obra, as tuas férias, etc, mas és TU que escolhes e não o teu dinheiro. Sempre que puseres o dinheiro no controlo, vais ter problemas.

Comigo resulta, e sei sempre até onde posso ir em todos departamentos da minha vida, sei até onde me posso comprometer, dá uma sensação de total controlo. Experimenta!!



Até ao próximo episódio