quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Festa de casamento

Na página do Facebook, um jovem pediu-me que desse a minha opinião acerca das festas de casamento, do ponto de vista financeiro.
Em primeiro lugar tenho que alertar que não sou casado e nunca casei (hoje em dia nunca se sabe), então a minha análise será puramente financeira, sentimentos e euforias à parte.

Antes de mais nada, quando me vêm a palavra casamento, penso em duas pessoas a viverem como uma só, logo para mim é crucial, antes do “sim”,
o casal ter uma conversa muito séria acerca das suas finanças, darem a conhecer um ao outro os seus pontos fracos, pontos fortes, seus objectivos, e juntos desenharem os seus planos de forma a nenhuma das partes ficar lesada. Tomem nota que causa número um das brigas entre os casais é o dinheiro.

Ingenuidades à parte, temos que nos preparar para o pior, porém esperar sempre o melhor, ou seja, são anos a trabalhar para que não te falte nada no futuro, não deves querer pôr isso tudo em causa “por amor”, afinal os últimos estudos continuam a afirmar que amor ainda não paga contas. Eu avisei que a análise seria puramente financeira, vamos continuar.

No nosso país virou "norma" fazer festas de casamento equivalentes a dez vezes todas as festas de aniversário do casal, no que toca ao dinheiro envolvido.
Não tenho absolutamente nada contra um casamento cheio de glamuor e excessos, afinal estamos a celebrar algo que não tem preço, o amor. Sendo assim, podem gastar tudo que quiserem nesse dia, para o tornar especial, não há limites, afinal dinheiro não traz felicidade, mas pode ajudar a criar momentos memoráveis para o casal e para os convidados. Isto tudo é partindo do princípio que o casal tem formas de custear todas estas despesas.

Financeiramente falando, o custo do casamento tem de ficar dentro das possibilidades do casal, sendo que empréstimos estão fora de questão, mas lá está, isto tudo que estou a dizer toda gente sabe, ou devia saber. Recorrer a empréstimos para custear um casamento é um péssimo investimento, minto, nem conta como investimento, ora, porque a grandeza da festa não dita o sucesso da relação. E acredito que ninguém quer começar uma vida a dois a pagar as dívidas da festa do casamento.

Do pouco que sei, para celebrar-se o amor, só é preciso que este exista, tudo o resto é supérfluo e dispensável, logo, se estás a pensar em casar, primeiro procura organizar um orçamento da festa, depois analisa se está dentro das vossas possibilidades. Se estiver acima das vossas possibilidades, existem duas opções, a primeira e mais fácil é fazerem cortes de forma a tornar a festa mais humilde e suportável. A segunda hipótese, é arranjarem formas para reunirem o dinheiro (sem empréstimos por favor).

Lembro-me de um casal amigo que fez uma coisa a meu ver, simplesmente genial. Eles fizeram as suas contas e descobriram que faltava um valor para terem a festa planeada. Enviaram mensagens aos amigos próximos, a explicar a situação e a pedir um apoio. 
Atitudes destas são de louvar. 
Sim estou a falar de vocês mesmos.

Há muitos artigos na internet acerca de como planear um casamento com o mínimo de custos possíveis, façam o TPC.

Se vais casar, os meus parabéns, e não esquece de enviar o convite, prometo não aborrecer os teus convidados com meus papos acerca de finanças.


Até ao próximo episódio...

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Voltei a ler este artigo, e tenho a dizer que não está mau de todo, hehe... Thanks...

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