segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Juntos na riqueza e... juntos!

Já há muito tempo que quero falar sobre este assunto, porém, sei que é um bocado delicado e o que irei dizer irá soar um bocado "controverso", porém, dinheiro não tem cultura, não tem moral, não tem costumes, e muito menos gênero.

Antes de enrolar, irei lançar a bomba, depois irei enrolar.
Num casal, os dois devem participar activamente e igualmente no controlo das suas finanças. Pronto está dito.

Quando um casal decide dar o próximo passo, podendo este ser casar, ou partilhar o mesmo tecto, tal como acontece com a cama, as finanças devem ser só uma e dividida pelos dois.


Eu sei, muitos de nós fomos educados a pensar que o homem é que deve controlar as finanças do casal, ou então, quem faz mais dinheiro é que tem a última palavra.
Pois bem, em finanças pessoais não é assim que funciona, os dois, muito antes de darem o próximo passo, devem para além de muitas conversas, falar sobre dinheiro. Cada um deve pôr o outro a par da sua situação financeira e dos seus objectivos, e chegarem a uma espécie de acordo.
Não sabes como iniciar a conversa, simples, manda-lhe o link deste artigo, hehe.

Imaginem:
- Carlos é um endividado, não tem poupanças, só pensa no próximo carro que irá comprar
- Julia, é uma leitora assídua do meu blog, não tem dívidas, tem um fundo de emergência de 6 meses, poupa 15% do que ganha, e o objectivo dela é construir uma bela mansão.
Como podem imaginar, se estes dois começam a partilhar o mesmo tecto, mais cedo ou mais tarde, irão ter problemas relacionados com dinheiro.
Não digo que a relação não dará certo, longe disso, somente aconselharia a antes terem uma séria conversa acerca de como irão gerir o seu dinheiro.

A partir do momento que são um casal, deve haver união a todos níveis, incluíndo financeiramente, sim é isso mesmo que estou a dizer, o ideal é o casal usar UMA e ÚNICA conta, onde serão depositados os rendimentos dos dois, e dessa conta será feito um orçamento, que irá cuidar das despesas mensais, poupança do casal, fundo de emergência, férias, roupas para ela, brinquedos para ele, etc. Eu sei, levo jeito para consultor matrimonial. 


Quando as finanças são geridas apenas por uma pessoa, esta passa sozinha a lidar com todo o stress financeiro, todas frustrações, e quando olha para o/a companheiro/a relaxado/a, cria uma espécie de sentimento de revolta. Muitas das vezes o membro do casal que não está a par da situação financeira, só fica a saber que existem problemas quando a situação já está num nível muito complicado.


Tanto na elaboração do orçamento, intenções de investimentos, constituição de um fundo para férias, carro novo, casa nova, ambos os membros devem estar a par e de acordo.

E vocês dizem, "Mas juntar os nossos dinheiros, isso requer muita confiança". Acho que um dos pré-requisitos para darem o próximo passo é confiança um no outro. 

Antes que comece a receber ameaças de morte, o modelo que expliquei acima é o ideal, porém, há mais dois:
- Divisão total financeira, ou seja, cada um tem as suas finanças independentes, e contribuem para o orçamento até onde podem.
- 50/50, que é quando os dois dividem o orçamento a meio assim entram com valores iguais

Até ao próximo episódio...

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