terça-feira, 29 de julho de 2014

É caro mas eu quero!!

Quando estava a dar os meus primeiros passos neste mundo das finanças pessoais, a minha mentalidade era de simplesmente direccionar todo o meu dinheiro para pagar dívidas. Só que depois as dívidas acabaram, porém eu continuava com a mesma mentalidade, ou seja, sentia que não podia gastar o meu dinheiro, limitava-me somente a comprar o essencial, e privar-me de certos luxos. Foi quando percebi que algo não estava certo, se ser financeiramente competente é viver sem luxos, então eu não sabia até quando ia aguentar este estilo de vida. Foi quando li em uma das muitas newsletters de Educação Financeira que recebo, que há uma forma de gastar o dinheiro em luxos, de forma racional.

Estão a ver aquele relógio caro, aquela carteira com preço assustador, aqueles sapatos cujo preço é motivo de discórdia entre tu e o teu bolso? Hoje irei ensinar-te como decidir se deves comprar ou não.
Por acaso é um raciocínio muito simples porém eficaz e já salvou-me imensas vezes, porque eu sou daqueles que quando gosto de algo, olho para o preço e fico uns bons minutos a dar voltas na loja a espera de um sinal divino para ajudar-me a decidir.


Isto funciona da seguinte forma, presta atenção porque vou falar português de gente séria, dentro de 3, 2, 1... o valor “justo” a pagar por um produto é directamente proporcional a quantidade de uso que o irás dar. Não fiques intimidado(a), continua comigo e irás perceber que é muito simples. Acho melhor dar um exemplo: normalmente para o trabalho uso roupa formal, somente aos fins de semana é que com sorte me encontras de t-shirt. Ou seja, uso mais camisas do que t-shirts. Então quando vou às compras, é aceitável pagar caro por uma camisa do que por uma t-shirt, porque irei fazer muito mais uso da camisa do que da t-shirt. Não faz sentido comprar uma t-shirt cara, se por mês só a irei usar umas 2 vezes, enquanto que uma camisa, posso se calhar usar umas 6 vezes.
Produtos (não só roupas) que não vais usar com muita frequência, não deves pagar muito dinheiro por eles, porém, algo que irás fazer uso frequente, convém que apostes na qualidade, e toda gente sabe que a qualidade tem o seu preço.

Se és homem, podes não ler o que vou dizer a seguir... meninas, sim estou a falar exclusivamente para vocês. Sinceramente que percebo que vocês adoram os vossos sapatinhos, as carteirinhas, as pulseirinhas e afins, porém, prestem bastante atenção na hora da compra. Se estão só a comprar um vestido para ir ao casamento da tia Ana (cá entre nós, sabemos que depois de o usar no casamento da dia Ana não o vão querer repetir), não apostem em algo caro, porque será deitar dinheiro fora, o mesmo se passa com o sapatinho, com a carteirinha, o vosso bolso e o vosso armário (que já não tem espaço para mais roupa que só usaram uma vez e nunca mais) agradecem.

Se és mulher, podes não ler o que vou dizer a seguir... "bros", eu sei aquele relógio é sem dúvida de cortar a respiração, e aquele sistema de som moderno wireless, é divinal. A mentalidade deve ser a mesma, não vale a pena coleccionar relógios caros se raramente os usas... e aquele sistema de som, tendo em conta que poucas vezes ouves música em casa, não faz sentido optar por compra-los caros.

Limitei-me a falar de compras "banais", porém este princípio pode e deve ser usado em todo tipo de compras.

Quero que percebam que Finanças Pessoais não é só restrições, é uma questão de matemática simples, se os teus recursos são limitados, não podes querer que satisfaçam as tuas necessidades ilimitadas. Tens duas opções, limitar as tuas necessidades, ou então tornar os teus recursos ilimitados. 
Futuramente irei falar mais sobre como gastar dinheiro sem remorso.

Até ao próximo episódio.

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